A Coreia do Norte condenou uma proposta de resolução apresentada pela União Europeia nas Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos no país. Pyongyang considera a iniciativa uma interferência nos seus assuntos internos e acusa Bruxelas de utilizar o tema para exercer pressão política.
Numa declaração divulgada pela agência estatal KCNA, a missão norte-coreana junto da ONU rejeitou as acusações europeias, classificando o documento como uma provocação. As autoridades de Pyongyang defenderam ainda que a União Europeia deveria concentrar-se nos seus próprios problemas sociais, em vez de criticar outros países.
A Coreia do Norte tem sido alvo de denúncias internacionais relacionadas com restrições à liberdade de expressão, limitações no acesso à informação e alegadas violações dos direitos dos detidos. Desde 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova anualmente resoluções que condenam a situação dos direitos humanos no território norte-coreano.
A nova proposta deverá ser analisada ainda em novembro pela Terceira Comissão da Assembleia Geral, antes de seguir para votação final. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos já tinha alertado, em 2025, que as condições no país não melhoraram durante a década anterior, tendo-se agravado em várias áreas.