O Egito está a construir uma nova capital administrativa, situada a cerca de 45 km a leste do Cairo, numa tentativa de aliviar a superlotação e a poluição da atual capital. A China vai não só construir, como também gerir os serviços urbanos e a manutenção da nova cidade, segundo um acordo firmado entre os dois países.
A China State Construction Engineering Corporation (CSCEC), responsável pela construção do Central Business District (CBD) da Nova Capital Administrativa, anunciou a assinatura de um protocolo que lhe confere também a responsabilidade pela operação e manutenção deste importante projeto.
A cidade, que ocupará uma área de 700 km² e deverá albergar mais de seis milhões de pessoas, inclui infraestruturas como o arranha-céus mais alto de África, a Iconic Tower, com 385,8 metros, além de torres residenciais, escritórios, hotéis e edifícios governamentais.
O investimento total no CBD é estimado em cerca de 29,8 mil milhões de yuans (3,6 mil milhões de euros).
Desde 2023, já se transferiram para a nova capital mais de 30 mil funcionários públicos, marcando o início da mudança oficial do Governo egípcio para esta cidade que pretende ser um centro económico e administrativo moderno.
Dong Jianguo, vice-ministro da Habitação da China, qualificou esta cooperação estratégica como “um modelo de benefício mútuo”, destacando a importância do projeto para a relação entre os dois países. Além das instituições governamentais, bancos e outras empresas também começam a instalar-se na nova capital, reforçando o seu papel crescente no panorama económico do Egito.