O crescimento económico da Índia está projetado em 6,6% para o ano fiscal de 2027, segundo o último relatório do Banco Mundial, apesar de pressões resultantes do aumento dos preços da energia devido ao conflito no Médio Oriente e das perturbações nas cadeias de abastecimento. Mesmo com a desaceleração, a Índia continua entre as maiores economias em crescimento a nível mundial.
O relatório destaca que a economia indiana beneficia de fundamentos macroeconómicos sólidos e mecanismos de proteção que oferecem alguma resiliência perante choques externos. Reservas estrangeiras substanciais, baixa inflação, dívida pública predominantemente em rúpia, um setor financeiro saudável e esforços de diversificação comercial são fatores que ajudam a mitigar riscos.
O Banco Mundial sublinha a importância de impulsionar o crescimento liderado pelo setor privado para reforçar a resiliência económica e criar emprego para os jovens. Áreas prioritárias incluem energia e infraestruturas, indústria, turismo, saúde e agronegócio, sendo essencial um ambiente de negócios previsível e favorável ao investimento.
O relatório regional sobre o Sul da Ásia prevê que o crescimento da região desacelere para 6,3% em 2026, face aos 7% registados em 2025, devido a choques nos mercados energéticos globais. Apesar disso, a região continua a crescer mais rapidamente do que outras economias emergentes. O estudo recomenda políticas industriais calibradas e reformas estruturais para apoiar a criação de emprego e o desenvolvimento sustentável.