O Paquistão enfrenta um novo ciclo de instabilidade com a escalada do conflito com a Índia, agravada com o ressurgimento de grupos militantes ativos em diversas regiões do país.
O Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como Talibã paquistanês, tem se reestruturado desde a tomada do poder pelos talibãs no Afeganistão, beneficiando-se de refúgio e afinidade ideológica. Formado em 2007, o TTP intensificou os seus ataques contra forças de segurança e grandes centros urbanos, com o objetivo de impor a lei Sharia nas áreas sob seu controlo.
Outro grupo em ascensão é o Estado Islâmico do Khorasan (ISIS-K), que tem atraído ex-integrantes do TTP e ampliado sua atuação no território paquistanês, com ataques letais a civis e militares. Simultaneamente, insurgentes baluchis continuam a desafiar o governo central na província do Baluchistão, impulsionados por reivindicações históricas, exploração de recursos naturais e marginalização política, atingindo frequentemente trabalhadores de outras regiões como o Punjab.
Outros grupos, como Lashkar-e-Taiba, Jaish-e-Mohammed e facções sectárias, contribuem para o clima de insegurança. A instabilidade política interna, combinada com conflitos regionais e apoio estatal passado, criou terreno fértil para a expansão dessas organizações.