Tailândia recua na legalização da canábis e restringe venda sem receita médica

A Tailândia vai impor novas restrições ao comércio de canábis, exigindo receita médica para a sua venda. A medida, assinada esta semana pelo ministro da Saúde, Somsak Thepsutin, marca um recuo face à descriminalização de 2022 — que fez do país o primeiro da Ásia a legalizar o uso da planta.

O despacho visa reclassificar a canábis como uma erva controlada, numa tentativa de conter os crescentes casos de consumo desregulado, dependência e contrabando, especialmente entre turistas. Embora a ordem ainda não preveja penalizações, entrará em vigor assim que for publicada oficialmente.

A decisão surge num contexto de tensões políticas entre o atual governo liderado pelo Pheu Thai e o antigo parceiro de coligação, o Bhumjaithai, que tinha sido o grande defensor da legalização.

O Ministério da Saúde justifica o reforço da lei com um aumento significativo de casos de dependência desde a legalização, sobretudo entre jovens. Já os grupos pró-canábis consideram que a medida tem motivações políticas e prometem protestar em julho contra o que consideram ser um retrocesso nas políticas públicas.

O futuro da regulamentação da canábis na Tailândia continua incerto, mas as autoridades admitem que o objetivo a longo prazo poderá passar por voltar a classificá-la como substância proibida.

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