A 17 de maio de 2025, Taiwan encerrou oficialmente as operações do reator nº 2 da Central Nuclear de Ma-anshan, localizada no condado de Pingtung, marcando o fim da geração de energia nuclear no país.
Com isso, Taiwan tornou-se a primeira nação do Leste Asiático a abandonar completamente a energia nuclear, conforme a política de “ilha livre de energia nuclear” estabelecida pelo Partido Progressista Democrático (DPP) em 2016.
A decisão, no entanto, gerou debates intensos sobre segurança energética, custos e sustentabilidade. Com o encerramento do último reator, a dependência de Taiwan de combustíveis fósseis aumentou significativamente. Dados do Ministério dos Assuntos Econômicos indicam que, após o fecho, 84% da eletricidade do país será proveniente de fontes térmicas, principalmente carvão e gás natural, elevando preocupações sobre emissões e estabilidade do fornecimento.
Em resposta à crescente procura energética, particularmente da indústria de semicondutores e inteligência artificial, o governo sinalizou abertura para tecnologias nucleares de nova geração, como pequenos reatores modulares (SMRs), desde que haja consenso público e garantias de segurança.