Pelo 33.º ano consecutivo, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou esta quarta-feira uma resolução pedindo o fim do embargo económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba. A proposta foi adotada por 165 votos a favor, sete contra e doze abstenções, refletindo uma mudança nas alianças diplomáticas em torno da questão.
Entre os países que votaram contra estão os Estados Unidos, Israel, Argentina, Hungria, Paraguai, Macedónia do Norte e Ucrânia. As abstenções vieram, entre outros, da Polónia, Roménia, Estónia, Letónia, Lituânia e Marrocos, que justificaram a posição com a “aplicação seletiva da Carta da ONU” e com o apoio de Cuba à invasão russa da Ucrânia.
Apesar de não ter caráter vinculativo, a resolução reafirma a oposição da comunidade internacional às sanções unilaterais de Washington, consideradas contrárias ao direito internacional. O texto também recorda as medidas de flexibilização adotadas em 2015 e 2016 pelo então presidente Barack Obama, que contrastam com o reforço do embargo desde 2017.
A Assembleia-Geral decidiu ainda manter o tema na agenda provisória do próximo ano, sublinhando que o embargo, vigente há mais de seis décadas, continua a ser amplamente condenado como um obstáculo ao desenvolvimento económico e social de Cuba.