Um estudo com mais de 33.000 adultos sedentários no Reino Unido mostrou que a forma como os passos diários são acumulados pode ser tão importante quanto a quantidade total. Pessoas que caminhavam em sessões mais longas e ininterruptas apresentaram riscos significativamente menores de morte prematura e de doenças cardíacas em comparação com aquelas que dividiam seus passos em curtos períodos ao longo do dia.
A pesquisa acompanhou os participantes por 9,5 anos, agrupando-os conforme a duração de suas caminhadas: menos de 5 minutos, 5 a 10 minutos, 10 a 15 minutos e mais de 15 minutos. O estudo constatou que o risco de mortalidade e de doenças cardiovasculares diminuía progressivamente à medida que as sessões de caminhada se tornavam mais longas. Aqueles que caminhavam por 15 minutos ou mais regularmente apresentaram o menor risco, com mortalidade de 0,8% e risco de doenças cardíacas de 4,39%.
Os benefícios foram ainda mais evidentes entre os adultos menos ativos, com menos de 5.000 passos diários. Para esse grupo, concentrar-se em caminhadas mais longas foi associado a uma redução significativa dos riscos de morte e de problemas cardiovasculares, sugerindo que sessões contínuas podem ser mais eficazes do que múltiplas caminhadas curtas para melhorar a saúde.