“Não é uma ditadura”. Esta é a posição oficial do presidente do Partido Comunista Chileno, Lautaro Carmona, ao se referir a Nicolás Maduro, autoproclamado presidente reeleito da Venezuela e cuja legitimidade é questionada por onze países do continente, além da União Europeia e dos Estados Unidos.
Esta quarta-feira, 28 de agosto, completa-se um mês das eleições presidenciais para o período 2025-2031 e os registos de votação discriminados ainda não aparecem.
Carmona, considerado o maior expoente da “ala tradicional” do PC chileno, coloca-se assim no lado oposto do presidente Gabriel Boric Font, que foi um dos primeiros líderes mundiais a descrever a ditadura de Maduro como uma ditadura que viola os Direitos Humanos. Direitos e soberania popular expressos em 28 de julho.
A situação complica a convivência política entre o grupo comunista e os seus aliados do chamado socialismo democrático, tendo em vista as eleições autárquicas de outubro.
Altos funcionários da administração Boric e membros do PC chileno, como a Ministra Camila Vallejo, estimaram que existem diferenças, mas que não são intransponíveis.
A certeza de um choque entre as forças da coligação governante aumenta à medida que a situação política na Venezuela piora.