As finanças do Estado Chileno baseiam-se em “salários de cor”. O salário vermelho corresponde ao cobre, produto tradicionalmente de exportação juntamente com o vinho. O salário branco representa o mineral estratégico do Lítio e a que agora se junta também o salário azul, com o cobalto.
O cobalto, considerado uma superliga de minerais, é a aposta das empresas canadianas que extraem o mineral no Chile, país esse que espera atrair uma fatia do mercado internacional, dominado por países africanos, nomeadamente a República do Congo.
Segundo estudos geológicos, esse mineral está presente em 12 zonas do norte do Chile, posicionando-se assim na vanguarda do fornecimento de componentes para baterias de carros elétricos.
No mercado internacional, a tonelada de cobalto fechou a US$ 28 mil, estando o Chile a desenvolver mecanismos para que possa atingir a capacidade de processar entre 3 a 5 mil toneladas, por ano, previsivelmente nos próximos cinco anos.
Embora o mercado de automóveis elétricos tenha sofrido uma forte contração, por força dos elevados custos, a produção estratégica do cobalto chileno permitirá deslocar produtores emergentes como a Indonésia.