O presidente chileno, Gabriel Boric Font, instruiu o Ministro das Relações Externas, Alberto Van Klaveren, a enviar uma nota de protesto ao governo de Nicolás Maduro, após as declarações ofensivas do procurador venezuelano, Tarek Williams Saab, nas quais sugere que o Chile é o país com responsabilidade no assassinato do Tenente Ronald Ojeda.
“Como chefe de Estado, sou obrigado a exigir respeito pelas instituições de um país sério como o Chile”, disse Boric perante a imprensa credenciada no Palácio La Moneda.
Em fevereiro passado, supostos agentes do Estado venezuelano assassinaram em solo chileno o oficial do exército venezuelano Ronald Ojeda, que havia recebido oficialmente asilo após escapar de centros de tortura em Caracas.
Os assassinos do tenente foram identificados e até geolocalizados na Venezuela, razão pela qual o Chile exigiu a prisão dos sujeitos, que têm alerta vermelho da Interpol ativado.
Desde então, os atrasos das instituições judiciais venezuelanas irritaram a classe política chilena, que exigiu ações “contundentes”, incluindo o corte das relações diplomáticas.
“Somos um país sério, para o qual a temperança e a firmeza de convicções funcionaram em crises como esta”, respondeu o presidente Boric à possibilidade de romper relações diplomáticas com o governo de Maduro.