Economistas da Schroders projetam um crescimento económico global mais forte do que o esperado pelo consenso, beneficiando ativos de risco. Contudo, alertam que a combinação de crescimento robusto e cortes adicionais nas taxas de juro pode reacender pressões inflacionistas e aumentar a volatilidade nos mercados.
Nos EUA, o PIB deve crescer acima de 3% em 2026, impulsionado pelo consumo, estímulos e investimento tecnológico. Na Zona Euro, a indústria, especialmente na Alemanha, deve recuperar, mas a inflação nos serviços poderá levar o BCE a retomar o aumento de juros em 2027. No Reino Unido, quedas temporárias da inflação podem justificar cortes de juros na primavera, mas pressões subjacentes persistem.
Quanto à China, a recuperação será limitada pela crise prolongada no setor imobiliário, que restringe o crescimento sustentável e mantém pressões deflacionistas internas, embora exportações possam transferir custos ao exterior.
A Schroders conclui que, apesar do cenário resiliente, políticas monetárias demasiado acomodatícias podem gerar inflação elevada no futuro e expor fragilidades fiscais em alguns países.