Organizações de saúde e da sociedade civil apelaram aos 194 Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que reconheçam a desinformação climática como um risco para a saúde pública. O alerta surge num contexto de crescente circulação de informações falsas sobre as alterações climáticas e as medidas destinadas a combater os seus efeitos.
Um relatório do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil da OMS sobre Clima e Saúde revela que conteúdos enganosos podem comprometer avisos de emergência, dificultar o acesso a assistência durante catástrofes e atrasar políticas de redução da poluição. Os especialistas alertam que estas situações podem ter consequências diretas na segurança das populações.
Entre os exemplos apresentados estão os rumores divulgados após os incêndios de Maui, em 2023, e as campanhas de desinformação relacionadas com as restrições à circulação de veículos poluentes em Londres. O documento denuncia ainda práticas de comunicação enganosa associadas à indústria dos combustíveis fósseis.
Os responsáveis defendem que os governos integrem o combate à desinformação nas estratégias de preparação para incêndios, cheias e fenómenos meteorológicos extremos. A Comissão Europeia lançou também a campanha #ClimateFactsMatter, destinada a incentivar a verificação das fontes e a identificação de conteúdos manipuladores.