O Dia Internacional do Migrante, assinalado a 18 de Dezembro, celebra as contribuições de milhões de pessoas que vivem fora dos seus países de origem e reforça a necessidade de sistemas migratórios mais seguros, inclusivos e justos. A data é assinalada num contexto global marcado por conflitos, alterações climáticas e pressões económicas, factores que continuam a impulsionar os fluxos migratórios em todo o mundo, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Com o tema “A Minha Grande História: Culturas e Desenvolvimento”, a celebração sublinha o papel da mobilidade humana no crescimento económico, na inovação e na coesão social. Os migrantes desempenham funções essenciais nos mercados de trabalho, ajudam a colmatar lacunas demográficas e contribuem para a estabilidade económica, sendo igualmente relevante o impacto das remessas, que em 2025 deverão atingir um valor recorde de 685 mil milhões de dólares para países de baixo e médio rendimento.
Apesar destes contributos, a OIM alerta para os desafios persistentes, salientando que 2025 registou o maior número de mortes de migrantes em trânsito da história recente, bem como um aumento das deslocações internas e das necessidades humanitárias. Ainda assim, a organização destaca exemplos de resiliência e progresso, defendendo que uma migração bem gerida pode ser uma força positiva para o desenvolvimento sustentável.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou à união em defesa dos direitos de todos os migrantes, sublinhando a importância de tornar a migração digna e segura. A OIM defende igualmente um reforço da cooperação internacional e de políticas responsáveis que permitam transformar cada percurso migratório numa oportunidade de desenvolvimento para as pessoas, as comunidades e os países envolvidos.