O ano de 2024 foi o mais letal de sempre para os trabalhadores humanitários, com 383 mortes registadas em missões de ajuda, anunciou a ONU esta terça-feira, no Dia Mundial da Ação Humanitária. Só em Gaza, palco de quase dois anos de conflito, perderam a vida 181 profissionais. Outros 60 foram mortos no Sudão, num total que representa uma subida de 31% em relação a 2023.
De Gaza, Olga Cherevko, do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), sublinhou a coragem dos seus colegas palestinianos – médicos, enfermeiros e voluntários – muitos dos quais perderam casas e familiares, mas continuam a comparecer ao trabalho diariamente.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, lembrou que as equipas humanitárias são “a última linha de vida” para mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Denunciou os cortes no financiamento e a violência crescente contra estes profissionais, classificando-a como uma violação grave do direito internacional.