Investigadores da Universidade de Pittsburgh e instituições parceiras alertam: um sono de má qualidade pode ser tão prejudicial ao coração como a pressão arterial elevada ou o consumo de nicotina, especialmente entre mulheres com mais de 45 anos. Um estudo recente revela que, durante a transição para a menopausa, apenas uma em cada cinco mulheres apresenta uma saúde cardiovascular considerada ideal.
O estudo, publicado na revista Menopause, analisou dados de cerca de 3.000 participantes do estudo SWAN (Estudo de Saúde da Mulher em Toda a Nação), que acompanha mulheres desde meados dos anos 1990. Utilizando a ferramenta Life’s Essential 8 (LE8), da Associação Americana do Coração, os investigadores concluíram que quatro fatores – glicemia, tensão arterial, qualidade do sono e uso de nicotina – são decisivos para os riscos cardíacos a longo prazo. Entre eles, o sono revelou-se um preditor especialmente relevante da mortalidade e de eventos cardiovasculares.
As mulheres que dormiam entre sete a nove horas por noite tinham melhores indicadores de saúde cardíaca. Em contraste, distúrbios do sono mostraram-se fortemente associados ao agravamento do risco cardiovascular ao longo do tempo.
As conclusões reforçam a importância de investir em hábitos de vida saudáveis nesta fase da vida, nomeadamente boas rotinas de sono, cessação tabágica e controlo da tensão arterial e da glicemia. Tendo em conta que as doenças cardíacas continuam a ser a principal causa de morte entre as mulheres, os investigadores apelam a intervenções médicas e comportamentais específicas para este grupo.