A energia solar foi oficialmente classificada como a forma mais barata de produção de eletricidade no planeta, segundo um novo estudo da Universidade de Surrey. Nos países mais ensolarados, o custo de geração caiu para apenas 0,023 euros por unidade de energia, superando o carvão, o gás e até outras fontes renováveis como a eólica.
Mesmo em regiões com menor exposição solar, como o Reino Unido, a energia solar já é a opção mais económica para produção em larga escala.
O estudo destaca ainda que a queda de 89% no preço das baterias de iões de lítio desde 2010 tornou os sistemas solares com armazenamento uma alternativa competitiva às centrais a gás.
Os investigadores sublinham que os principais desafios passam agora por integrar volumes crescentes de energia solar nas redes elétricas. Tecnologias como redes inteligentes, previsão com IA e ligações inter-regionais serão essenciais para garantir estabilidade.
A Europa lidera esta transição: entre abril e junho de 2025, 54% da energia produzida no continente veio de fontes renováveis, com a solar a representar 22% do total — o maior valor de sempre. Segundo especialistas, a combinação de baixo custo, instalação rápida e independência energética está a consolidar a energia solar como o pilar central da transição energética global.