A oferta reduzida de gasóleo no mercado internacional poderá prolongar-se durante grande parte de 2027. Segundo as previsões referidas pela Agência Internacional de Energia e por várias petrolíferas, o principal problema está agora na limitada capacidade de refinação e nos baixos níveis de produtos refinados disponíveis.
Na Europa, os stocks nos principais centros de armazenamento de Amesterdão, Roterdão e Antuérpia encontram-se 16% abaixo da média. Em França já foram registadas dificuldades em alguns postos, enquanto em Portugal o Governo e a Galp afastam, para já, um cenário de falta de combustível junto dos consumidores.
A Galp admite que os preços da gasolina e do gasóleo poderão permanecer elevados mesmo que o petróleo bruto fique mais barato. A forte procura, os efeitos da guerra no Médio Oriente, os danos em refinarias russas e a capacidade limitada das unidades europeias estão entre os fatores apontados para a pressão sobre os preços.
Outras grandes petrolíferas também antecipam vários meses de instabilidade, sobretudo com o aumento do consumo durante o inverno. Perante este cenário, empresas do setor estão a reforçar a atenção sobre novas áreas produtoras, incluindo Brasil, Guiana, Suriname e países da costa ocidental de África.