Um estudo internacional alerta que o diagnóstico da síndrome do bebé abanado (SBA) carece de fundamentação científica robusta, podendo levar a remoções injustas de guarda, acusações ou condenações criminais.
Publicada na revista Forensic Science International: Synergy, a pesquisa analisou criticamente os estudos citados pela Academia Americana de Pediatria (AAP) em 2025, concluindo que a evidência disponível é frágil e sofre de falhas metodológicas, como raciocínio circular e viés de seleção.
Segundo Chris Brook, autor principal, “o que é apresentado como evidência científica é uma reciclagem das mesmas suposições não comprovadas”. Casos recentes em Espanha, como o da influenciadora Anabel Pantoja, ilustram o risco de acusações infundadas.
O estudo defende uma revisão independente dos critérios de diagnóstico, baseados em evidências validadas, alertando que suposições atuais podem colocar famílias e crianças em sério risco.