O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter sido alvo de três incidentes intencionais durante a sua participação na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e pediu a abertura de uma investigação.
De acordo com o próprio, a primeira situação ocorreu quando uma escada rolante, que utilizava com a primeira-dama Melania Trump, parou de forma abrupta. Trump garantiu que não se tratou de um acidente, apontando para relatos de que funcionários da ONU terão feito comentários jocosos sobre desligar o equipamento.
O porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, contrariou essa versão, explicando que a interrupção terá sido provocada por um operador de câmara da delegação norte-americana, acionando inadvertidamente o sistema de segurança.
O chefe da Casa Branca referiu ainda outras duas falhas: um teleponto que deixou de funcionar durante 15 minutos e problemas no som da sala de plenário, que, segundo disse, impediram que a sua intervenção fosse ouvida diretamente pelo público, sendo apenas transmitida pelos intérpretes.
Aliados políticos de Trump também reagiram. A porta-voz da Presidência, Karoline Leavitt, defendeu que, caso se confirme uma ação deliberada, os responsáveis devem ser imediatamente afastados e investigados. O embaixador dos EUA junto da ONU, Mike Waltz, foi mais longe, considerando os episódios “inaceitáveis” e um reflexo de “uma instituição debilitada que coloca em causa a segurança”.
Durante o discurso na ONU, Trump aproveitou ainda para criticar a gestão da organização, recordando a sua proposta de 2001 para renovar a sede em Nova Iorque por 500 milhões de dólares (cerca de 425,7 milhões de euros). Segundo o Presidente, a recusa levou a que fossem gastos entre 2 e 4 mil milhões de dólares num projeto mais caro e de menor qualidade.