O governo alemão está a estudar a introdução de uma taxa sobre refrigerantes e outras bebidas com açúcar, integrada num conjunto de medidas fiscais destinadas a reforçar as contas públicas e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.
A proposta, que poderá avançar nos próximos anos, surge num contexto de défice crescente nas seguradoras de saúde e tem como objetivo tanto aumentar receitas como incentivar hábitos alimentares mais saudáveis.
A ideia não é consensual dentro do governo, com alguns responsáveis a defenderem que o dinheiro arrecadado deve ser aplicado exclusivamente no setor da saúde, enquanto outros criticam a intervenção no mercado e possíveis aumentos de preços para os consumidores.
Experiências noutros países indicam que este tipo de imposto pode:
- reduzir o consumo de açúcar na população;
- levar empresas a reformular bebidas com menos açúcar;
- contribuir para a diminuição de doenças como obesidade e problemas cardiovasculares;
- gerar poupanças significativas nos sistemas de saúde.
Estudos internacionais sugerem ainda que políticas deste tipo podem ter impacto financeiro positivo a longo prazo, ao reduzir custos médicos associados a doenças relacionadas com a alimentação.
A Organização Mundial da Saúde tem recomendado medidas semelhantes como forma de combater problemas de saúde pública ligados ao excesso de açúcar.