O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, realizou uma visita a Israel e à Cisjordânia, onde defendeu um cessar-fogo imediato e criticou os planos israelitas de anexação de territórios palestinianos. Em Ramallah, encontrou-se com Mahmoud Abbas e abordou ataques de colonos israelitas, apelando também ao Hamas para libertar os reféns ainda detidos.
Em Jerusalém, Wadephul alertou para o risco de Israel ficar isolado internacionalmente e pediu “clareza” sobre políticas de anexação ou expulsão.
O ministro reafirmou a “obrigação histórica” da Alemanha com a segurança de Israel, mas frisou que Berlim rejeita sanções contra o país.
Para responder à crise humanitária em Gaza, a Alemanha anunciou mais cinco milhões de euros para o Programa Alimentar Mundial, destinados a reabrir padarias e cozinhas sociais. O governo alemão apoia ainda a construção de um hospital de campanha da Ordem de Malta em Gaza.
Enquanto toneladas de ajuda permanecem bloqueadas na fronteira, a França lançou 40 toneladas de alimentos e medicamentos sobre Gaza.
A visita ganhou um tom mais dramático após a divulgação de um vídeo de Rom Braslavski, refém germano-israelita capturado em 2023.
Wadephul classificou o vídeo como “chocante” e prometeu que a Alemanha continuará a pressionar pela libertação dos reféns.