Apesar de julho de 2025 não ter batido novos recordes de temperatura global, o impacto das alterações climáticas manteve-se visível por toda a Europa. O mês foi o terceiro mais quente já registado a nível mundial, ficando 1,25 °C acima da média pré-industrial, segundo o observatório climático europeu Copernicus.
Este cenário confirma uma tendência de longo prazo de aquecimento global, impulsionada principalmente pelas emissões de gases com efeito de estufa.
O diretor do Copernicus, Carlo Buontempo, alertou que o fim dos recordes mensais “não significa que as alterações climáticas tenham parado”.
Julho trouxe calor extremo no norte da Europa, com temperaturas inéditas na Noruega, Finlândia e Turquia. Espanha contabilizou mais de mil mortes ligadas ao calor. Simultaneamente, chuvas intensas causaram inundações em França, Itália e Espanha, enquanto a seca e o calor alimentaram incêndios florestais no sul europeu — Portugal registou mais de 10 mil hectares ardidos só na primeira quinzena do mês.
Os especialistas avisam que, sem uma redução rápida das emissões, fenómenos como estes serão cada vez mais frequentes e severos.