A União Europeia disponibilizou cerca de 1,4 mil milhões de euros para reforçar a cibersegurança, mas uma auditoria do Tribunal de Contas Europeu identificou fragilidades na fiscalização dos fundos e na capacidade de resposta a ataques informáticos de grande dimensão.
Segundo os auditores, o organismo responsável pelas subvenções não confirma diretamente as avaliações feitas sobre entidades terceiras que recebem financiamento. Esta situação pode aumentar os riscos associados ao acesso a infraestruturas, dados e tecnologias consideradas sensíveis.
O relatório revela também que o sistema europeu de alerta precoce para grandes ciberataques ainda não está operacional. Dois dos centros previstos enfrentam atrasos e continuam por concluir vários mecanismos necessários ao funcionamento da rede, incluindo normas técnicas e procedimentos comuns.
Outra dificuldade está na troca de informação entre os Estados-membros e as estruturas europeias. Os auditores apontam ainda sobreposição de funções entre organismos responsáveis pela monitorização de ameaças. Entre as recomendações estão uma fiscalização mais rigorosa dos fundos, maior coordenação entre entidades e a entrada em funcionamento do sistema europeu de alerta.