Milorad Dodik, presidente da República Srpska (RS) — uma das entidades da Bósnia-Herzegovina — foi destituído após um tribunal confirmar uma proibição de seis anos para exercer cargos políticos. Dodik anunciou que vai manter-se no cargo e recorrer da decisão.
O Comité Eleitoral Central iniciou o processo de destituição e deve convocar eleições antecipadas na RS em até 90 dias. A decisão prende-se com acusações de conduta anticonstitucional que têm provocado uma crise política desde o início do ano.
Dodik rejeita a sentença e desafia as instituições estatais, incluindo o Alto Representante para a Bósnia, Christian Schmidt. Introduziu leis para limitar o funcionamento das instituições federais, suspensas temporariamente pelo Tribunal Constitucional.
Apesar das sanções internacionais, Dodik conta com o apoio de líderes como o sérvio Aleksandar Vučić, o húngaro Viktor Orbán e autoridades russas. A União Europeia apelou ao respeito pela decisão judicial.
A crise representa um dos maiores testes à estabilidade pós-guerra da Bósnia-Herzegovina, que mantém um sistema complexo de partilha de poderes. NATO e EUFOR reafirmam o compromisso com a paz e a integridade territorial do país.