O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) concluíram as negociações de um acordo de livre comércio, criando uma nova zona económica com quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a 4,3 biliões de dólares.
O entendimento foi anunciado durante a 66.ª Cimeira do Mercosul, realizada esta quarta-feira, 2 de julho, em Buenos Aires. O novo acordo garantirá acesso preferencial a mais de 97% das exportações entre os dois blocos.
Para o Brasil, o impacto será significativo: estima-se um aumento de 3,34 mil milhões de reais nas exportações e um saldo positivo de 770 milhões de reais na balança comercial com a EFTA, composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Produtos agrícolas e industriais brasileiros, como carne, milho, café, mel e etanol, beneficiarão de tarifas eliminadas ou reduzidas, com o acesso em livre comércio a quase 99% do valor atualmente exportado.
O acordo, que reforça o posicionamento internacional do Mercosul, também inclui cláusulas sobre sustentabilidade, garantindo, por exemplo, que prestadores de serviços digitais apenas usufruirão dos benefícios caso operem com energia limpa.
Além disso, foram salvaguardadas políticas públicas estratégicas do Brasil, como as compras para o SUS e regras de propriedade intelectual. A assinatura formal do acordo deverá ocorrer ainda este ano, após a conclusão da revisão legal dos textos.