Bruxelas admite diálogo direto com Putin, mas considera que ainda não é o momento

A Comissão Europeia reconheceu que, para alcançar a paz na Ucrânia, será inevitável dialogar diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin, mas sublinhou que as atuais ações militares de Moscovo impedem qualquer avanço imediato.

Segundo a porta-voz Paula Pinho, a UE continua empenhada na paz, mas não vê sinais de abertura por parte do Kremlin. Bruxelas defende que um encontro direto só será possível quando houver disponibilidade real para negociações, lembrando que o presidente ucraniano já manifestou vontade de dialogar.

Esta posição surge após Emmanuel Macron e Giorgia Meloni terem defendido a reabertura do diálogo com a Rússia, argumentando que a Europa deve ter um papel mais ativo nas negociações e não depender apenas dos Estados Unidos.

Apesar disso, o reatamento de contactos com Moscovo continua a gerar divisões na UE, num contexto marcado por ataques russos persistentes e pela manutenção de sanções rigorosas contra Putin.

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