Bruxelas esclarece que compra de energia aos EUA depende de decisão das empresas

A Comissão Europeia veio esclarecer que o compromisso de importar 750 mil milhões de dólares (cerca de 690 mil milhões de euros) em energia dos Estados Unidos, no espaço de três anos, não é vinculativo para as empresas europeias. Bruxelas sublinha que o seu papel é apenas de “facilitador”, cabendo às empresas tomar as decisões comerciais.

Segundo a Comissão, o montante anunciado resulta de uma “análise robusta” que teve em conta as importações atuais de gás natural liquefeito, petróleo e combustíveis nucleares, bem como a necessidade de substituir fornecimentos provenientes da Rússia.

Apesar disso, especialistas consideram o objetivo “irrealista”, argumentando que a Comissão não tem poder para impor compras nem as condições de oferta e procura garantem volumes tão elevados.

Atualmente, 13 Estados-membros, incluindo Portugal, têm infraestrutura para importar mais GNL norte-americano, no esforço europeu de diversificação energética e de redução da dependência russa.

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