A Comissão Europeia apresentou uma proposta para conceder à Ucrânia um empréstimo de 90 mil milhões de euros, destinado a cobrir as necessidades do país nos próximos dois anos: cerca de 60 mil milhões para despesas militares e 30 mil milhões para apoiar o orçamento nacional. A primeira parcela poderá ser paga já em abril, caso o Parlamento Europeu e os Estados-membros aprovem a proposta até final de fevereiro ou início de março.
O empréstimo é sem recurso, ou seja, a Ucrânia só terá de o reembolsar após o fim da guerra e eventual pagamento de indemnizações pela Rússia. Os juros, estimados em 3 a 4 mil milhões de euros anuais, serão cobertos pelos 24 Estados-membros restantes.
Uma regra “Made in Europe” garante que pelo menos 65% do equipamento militar comprado com o empréstimo seja produzido na Europa, embora até 35% possa vir de países terceiros quando necessário. O objetivo é reforçar a indústria de defesa europeia e ucraniana, criar empregos e fomentar investigação e desenvolvimento.
O empréstimo segue o modelo do programa SAFE e prevê a criação de um grupo de peritos para acelerar pedidos de compras fora da Europa quando não houver alternativas regionais. A discussão no Parlamento Europeu deverá começar já na próxima sessão plenária.