Entraram em vigor na União Europeia novas medidas para proteger a água potável dos “químicos eternos” (PFAS), ligados a cancro, problemas de fertilidade e no sistema imunitário.
Desde 12 de janeiro, todos os Estados-Membros devem monitorizar os níveis de PFAS e reportar à Comissão Europeia, cumprindo os valores-limite da Diretiva da Água Potável. Se forem ultrapassados, terão de tomar medidas imediatas, como fechar poços ou aplicar tratamentos adicionais.
Os PFAS são usados para tornar produtos resistentes à água e gordura, como panelas antiaderentes, vestuário ou embalagens de alimentos, e demoram mais de mil anos a degradar-se naturalmente. Estima-se que 12,5 milhões de europeus tenham água contaminada por estas substâncias.
“O reforço da legislação permite que os Estados-Membros detetem e enfrentem rapidamente os PFAS, protegendo a saúde pública”, afirmou Jessika Roswall, comissária para o Ambiente. França já proibiu produtos com PFAS quando existem alternativas seguras, mostrando a crescente preocupação na Europa.
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