Centenas de manifestantes voltaram às ruas de Budapeste para exigir a saída do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusando-o de subordinar a Hungria aos interesses de Moscovo e de aumentar perigosamente a dívida pública.
A manifestação, que se insere numa série de protestos semanais que decorrem há vários meses, contou com discursos de ativistas do partido da oposição Momentum, que alertaram para as consequências económicas e políticas da governação de Orbán.
Com eleições legislativas previstas para a primavera de 2026, os opositores antecipam uma campanha “muito dura” e alertam para possíveis episódios de violência. “Já vimos ativistas serem atacados, insultados e cuspidos. Não excluímos que isso volte a acontecer”, disse uma militante.
O protesto terminou junto ao memorial de Alexei Navalny, na Avenida Andrássy, em frente à embaixada russa, onde os participantes reforçaram as acusações de que o governo de Orbán atua como “fantoche” do Kremlin.