Bulgária mais perto do euro, mas com resistência interna

A Bulgária deu mais um passo rumo à adesão à zona euro, prevista para janeiro de 2026, após receber luz verde do Conselho ECOFIN e da comissão ECON do Parlamento Europeu. A aprovação final será discutida no Conselho Europeu esta semana e votada em plenário em julho.

Apesar dos avanços institucionais, o euro continua a gerar divisões internas.
A relatora Eva Maydell apelou à união das forças pró-europeias para garantir estabilidade política, num país marcado por instabilidade e sete eleições legislativas em apenas cinco anos.

A adesão à moeda única suscita receios entre os búlgaros, preocupados com a perda de poder de compra.

Com 30% da população a viver abaixo do limiar da pobreza, muitos temem que o euro agrave o custo de vida. A impopularidade da elite política e a ascensão de forças eurocéticas alimentam essa desconfiança.

O presidente Rumen Radev, crítico do calendário europeu, propôs um referendo para adiar a adesão. Eva Maydell acusa-o de oportunismo político e de explorar receios populares, afirmando que há um forte compromisso europeu para garantir uma transição estável.

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