A carga fiscal sobre os trabalhadores europeus – que inclui imposto sobre o rendimento e contribuições para a segurança social – apresentou grandes variações em 2024, segundo o relatório Taxing Wages 2025 da OCDE. Em Portugal, verificou-se uma das maiores reduções do ano: a taxa média de imposto caiu 8%.
Entre os 32 países analisados (UE, Reino Unido, países da EFTA e Turquia), a carga fiscal para um trabalhador solteiro sem filhos variou entre 15,6% (Chipre) e 39,7% (Bélgica).
A Alemanha registou a taxa mais elevada entre as grandes economias (37,4%), enquanto o Reino Unido teve a mais baixa (21,4%).
As contribuições para a segurança social também revelaram grandes discrepâncias: na Dinamarca foram nulas, enquanto na Roménia chegaram a 29,9%.
Além de Portugal, o Reino Unido (-8,6%) e os países nórdicos Suécia e Dinamarca (-3,7%) também reduziram significativamente a carga fiscal.
Em contrapartida, Itália (+7,5%) e Chipre (+6,9%) lideraram os aumentos.
O relatório alerta ainda que a situação familiar influencia fortemente a carga fiscal: famílias com filhos tendem a pagar menos, enquanto trabalhadores solteiros sem dependentes enfrentam as taxas mais altas.