Clima extremo bate recordes na Europa e agrava vulnerabilidades

A Europa continua a aquecer mais rapidamente do que qualquer outra região do planeta, segundo o relatório anual da Organização Meteorológica Mundial (OMM), publicado esta terça-feira em parceria com o Serviço Copernicus.

O documento revela que 2024 foi o ano mais quente de sempre no continente, com temperaturas recorde nas regiões central, leste e sudeste.

Os incêndios florestais em Portugal destacaram-se, com cerca de 1.100 km² de área queimada numa só semana, representando quase um quarto da área total ardida na Europa no ano passado.
As emissões de gases com efeito de estufa associadas aumentaram significativamente em setembro.

O calor extremo provocou ainda tempestades severas e cheias, que causaram 335 mortes e afetaram mais de 400 mil pessoas.
O episódio mais grave ocorreu em Valência, Espanha, onde morreram 232 pessoas devido a inundações.

Também os rios enfrentaram fluxos anormais: enquanto o Tejo atingiu níveis recorde em outubro, rios como o Evros e o Vístula sofreram com secas extremas.

Segundo a OMM, 51% das cidades europeias já têm planos de adaptação climática, mas é necessário reforçar sistemas de alerta e resiliência para enfrentar os impactos crescentes das alterações climáticas.

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