Comissão Europeia restringe inversores chineses em projetos energéticos por riscos de cibersegurança

A Comissão Europeia vai eliminar gradualmente o uso de inversores fabricados na China em projetos de energia financiados pela UE, devido a “riscos graves” para a economia e a cibersegurança.

Os equipamentos — produzidos por empresas como a Huawei e a Sungrow — são considerados críticos para redes elétricas, podendo, no pior cenário, ser explorados para comprometer infraestruturas ou provocar apagões.

A medida aplica-se ao financiamento europeu, incluindo o Banco Europeu de Investimento, e será implementada de forma gradual até 2027, com novas exigências de cibersegurança para projetos energéticos.

Bruxelas enquadra a decisão como uma questão de segurança económica, não de política industrial, permitindo a participação de fornecedores de países considerados seguros, como Japão ou Coreia do Sul.

Pequim rejeitou as preocupações, alertando que a decisão pode prejudicar a concorrência e a cooperação global na transição energética.

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