O cyberbullying entre crianças e adolescentes aumentou em todos os 29 países e regiões europeias analisados pela OCDE. O relatório “Como é a vida das crianças na era digital?” mostra que as taxas variam de 7,5% em Espanha a 27,1% na Lituânia, com uma média europeia de 15,5%.
Países como Lituânia, Letónia, Polónia, Reino Unido, Irlanda e países nórdicos registam os níveis mais elevados, enquanto Portugal, Grécia, França, Itália e Alemanha se situam entre os mais baixos.
Especialistas explicam que as diferenças resultam de fatores tecnológicos, culturais e institucionais: acesso desigual à Internet, normas sociais distintas e variados níveis de literacia digital e mediação parental.
Entre 2017-18 e 2021-22, todas as nações analisadas viram o problema crescer, impulsionado pelo uso intensivo da Internet durante a pandemia e pela maior presença dos adolescentes nas redes. O anonimato online e a rapidez das interações também favorecem comportamentos agressivos.
O relatório revela ainda que as raparigas são mais vítimas de cyberbullying do que os rapazes na maioria dos países, e que os jovens de famílias monoparentais enfrentam maior risco, possivelmente devido a menor supervisão digital e maior exposição online.
Apesar do agravamento, alguns especialistas acreditam que os níveis começaram a estabilizar após a pandemia.