A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou eleições legislativas antecipadas para 24 de março, vários meses antes do prazo legal. A decisão surge num contexto de tensão com os Estados Unidos, após declarações de Donald Trump sobre a eventual anexação da Gronelândia.
Os eleitores irão escolher os 179 membros do parlamento (Folketing), incluindo representantes da Gronelândia e das Ilhas Faroé. A antecipação da votação poderá também estar ligada à subida do apoio ao partido de Frederiksen nas sondagens.
A chefe do Governo defendeu o reforço da defesa europeia face à Rússia e admitiu que a relação com os EUA terá de ser redefinida. Apesar de algum abrandamento na crise, Copenhaga mantém uma posição firme contra qualquer plano de anexação e reforçou a presença militar na Gronelândia.