O aeroporto dinamarquês de Aalborg foi forçado a encerrar o espaço aéreo pela segunda noite consecutiva devido à presença de drones. Também os aeroportos de Billund, Esbjerg e Sonderborg, assim como a base aérea de Skrydstrup — onde estão estacionados caças F-35 e F-16 — registaram incidentes semelhantes.
Na quarta-feira, Aalborg já tinha suspendido operações durante três horas, afetando tanto voos comerciais como militares. Drones foram ainda avistados sobre o regimento Jutland Dragoon, em Holstebro.
Finn Borch, chefe do Serviço de Segurança e Informação da Dinamarca, classificou a situação como “muito grave”, alertando que o risco de espionagem e sabotagem russa no país é “elevado”, embora não tenha confirmado oficialmente a origem dos aparelhos. “Isto assemelha-se a um modelo de guerra híbrida que já vimos noutros pontos da Europa”, declarou.
O ministro da Defesa dinamarquês descreveu os incidentes como “ataques híbridos” cujo objetivo é “causar medo”. Apesar de a Polónia ter abatido drones suspeitos no seu espaço aéreo no início do mês, as autoridades dinamarquesas optaram por não neutralizar os aparelhos por motivos de segurança.
O governo ainda não decidiu se vai invocar o artigo 4.º da NATO, que prevê consultas entre aliados em caso de ameaças à segurança. Os episódios reforçam as preocupações sobre a vulnerabilidade do espaço aéreo europeu num contexto de crescente tensão entre Moscovo e a Aliança Atlântica.