A Dinamarca vai pagar 300.000 coroas dinamarquesas (40.200 €) a cada mulher indígena da Gronelândia que tenha recebido métodos contracetivos sem consentimento entre 1960 e 1991. O governo estima que cerca de 4.500 mulheres poderão candidatar-se à compensação a partir de abril de 2026.
As vítimas – muitas delas adolescentes na época – receberam DIU ou injeções hormonais sem explicação ou autorização. A ministra da Saúde, Sophie Lohde, classificou o caso como “um capítulo negro” da história partilhada, reconhecendo os danos físicos e psicológicos causados.
A investigação independente divulgada em setembro identificou mais de 350 casos documentados, incluindo raparigas de apenas 12 anos, e aponta para mais de 4.000 mulheres afetadas no total.
As candidaturas às indemnizações estarão abertas até junho de 2028, após o pedido de desculpas público da primeira-ministra Mette Frederiksen, que assumiu a responsabilidade pelo sucedido.