A crise habitacional em Espanha, em especial em Barcelona, está a provocar crescente indignação entre os moradores, pressionados pela subida acentuada das rendas, pela escassez de habitação acessível e pela especulação imobiliária. Desde 2010, as rendas no país aumentaram até 80%, impulsionadas por arrendamentos de curta duração e investimentos estrangeiros.
Casos como o de Rosario Castelló, despejada após 26 anos no mesmo apartamento comprado por um fundo britânico, ilustram uma realidade cada vez mais comum. Muitos edifícios são transformados em alojamentos temporários para turistas, expulsando os residentes históricos.
Em resposta, movimentos como o Sindicat de Llogateres têm mobilizado os moradores para travar despejos e exigir políticas públicas mais eficazes. O Governo espanhol propôs medidas como limites ao preço das rendas, restrições ao Airbnb e impostos mais elevados para investidores internacionais.
O presidente da Câmara de Barcelona, Jaume Collboni, anunciou o fim progressivo dos apartamentos turísticos até 2028 e lidera uma coligação de autarcas europeus que pede à UE um plano de habitação acessível. Collboni alerta: “O futuro do projeto europeu e da democracia está em causa”.