Uma operação internacional conduzida em Espanha, levou à detenção de 12 suspeitos foram por participação numa rede criminosa que explorava mulheres ucranianas para abrir contas bancárias usadas em plataformas de apostas e transferências de lucros ilícitos.
A investigação, apoiada por Europol e INTERPOL, identificou 55 vítimas e estima que o grupo criminoso tenha lucrado cerca de 4,75 milhões de euros.
O esquema explorava inicialmente dados pessoais de cidadãos espanhóis, mas passou a recrutar mulheres ucranianas com estatuto de proteção temporária em Espanha, enviando-as ao país para abrir contas bancárias sob o controlo dos suspeitos. Esses cartões eram utilizados em apostas online, incluindo contas registadas em identidades roubadas de 17 nacionalidades, totalizando mais de 3.000 cartões e 5.000 identidades fraudulentas. Parte dos fundos ilícitos foi investida em imóveis de luxo.
A investigação, que durou dois anos, abrangeu crimes de tráfico de seres humanos, branqueamento de capitais e fraude, e revelou a utilização abusiva de estatutos de proteção de refugiados para fins financeiros ilícitos.