A recente sequência sísmica em Granada, com mais de mil sismos registados em poucos dias, voltou a levantar preocupações sobre a possibilidade de um grande terramoto em Espanha. No entanto, os especialistas esclarecem que esta actividade não permite prever um sismo de maiores dimensões.
O risco sísmico é mais elevado no sul e sudeste do país, sobretudo entre Valência e Cádis, mas também existe nos Pirenéus, Catalunha, Granada e Albacete. Espanha tem centenas de falhas activas e um historial de sismos destrutivos.
Apesar de terem passado mais de 140 anos desde o terramoto de 1884, os sismos não seguem ciclos previsíveis. A ciência ainda não consegue dizer quando ocorrerá o próximo grande evento.
Por isso, a principal prioridade deve ser a prevenção, com edifícios mais resistentes e melhor preparação dos serviços de emergência.