O governo espanhol vai propor esta terça-feira, em Bruxelas, a suspensão do acordo de associação entre a União Europeia e Israel, “pelo menos enquanto durar a guerra” em Gaza, bem como um embargo de armas e sanções contra responsáveis pelo bloqueio do processo de paz.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, confirmou que apresentará as propostas no Conselho dos Negócios Estrangeiros, sublinhando que as medidas são “nem extravagantes, nem extraordinárias” face à gravidade do conflito.
A pressão diplomática surge numa altura em que Israel mantém a sua ofensiva militar em Gaza. O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa’ar, afirmou que Telavive não pretende manter o controlo da Faixa de Gaza no pós-guerra, defendendo a entrega da administração a forças internacionais ou palestinianas moderadas.
No entanto, novos ataques israelitas na Síria, contra alvos ligados ao regime de Bashar al-Assad, aumentaram a tensão regional.
O bombardeamento, próximo dos Montes Golã, visa travar a influência do Irão na zona.
A proposta espanhola deverá dividir os 27, com países como a Irlanda e a Bélgica mais abertos a endurecer a posição da UE, enquanto outros, como a Alemanha e a Hungria, mantêm reservas. Ainda assim, a iniciativa poderá marcar um ponto de viragem na política europeia face ao conflito no Médio Oriente.