O governo de Pedro Sánchez confirmou que a 28 de agosto vai iniciar a transferência de cerca de 3.000 menores migrantes não acompanhados que se encontram nas Ilhas Canárias, Ceuta e Melilla para outras regiões do território espanhol.
A medida surge após a suspensão da Conferência Setorial da Criança e do Adolescente, convocada para coordenar o processo, devido à ausência de várias comunidades autónomas governadas pelo Partido Popular em protesto contra o que classificam como uma distribuição forçada e ilegal.
Apesar da oposição do PP, que já apresentou recurso no Tribunal Constitucional, o executivo socialista garantiu que os 40 milhões de euros aprovados para reforçar o acolhimento de menores continuarão a ser aplicados, permitindo criar mais de mil novos lugares.
Destaca-se a posição do conselheiro da Presidência de Ceuta, Alberto Gaitán, que apoia o diálogo e um acordo autónomo para a redistribuição, em contraste com outras regiões do PP.