Estudo alerta para fraca saúde mental entre adolescentes europeus, com raparigas mais vulneráveis

Quase 40% dos adolescentes europeus enfrentam dificuldades de saúde mental, segundo um estudo realizado em 37 países. Os dados revelam uma diferença marcante entre géneros: 69% dos rapazes afirmam ter bem-estar mental positivo, contra apenas 49% das raparigas.

O inquérito, conduzido no âmbito do projeto ESPAD, analisou mais de 114 mil estudantes de 15 e 16 anos.

Países como as Ilhas Faroé, Islândia e Dinamarca registaram os melhores índices, enquanto a Ucrânia, afetada pela guerra, apresentou os piores resultados, com apenas 43% dos jovens a relatarem boa saúde mental.

As disparidades são particularmente acentuadas em países como Itália, Polónia e Suécia, onde menos de metade das raparigas indicam sentir-se bem psicologicamente. De entre os fatores que agravam a situação, destacam-se a instabilidade social, uso excessivo de tecnologia e a falta de acesso a cuidados especializados.

As Organizações de saúde apelam a medidas urgentes, incluindo investimento em educação emocional e apoio psicológico acessível. Vários especialistas da área alertam que, sem intervenção adequada, estas tendências podem comprometer o futuro e o bem-estar de toda uma geração.

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