Estudo revela forte dependência tecnológica da Europa face às gigantes dos EUA

Uma nova análise do fornecedor suíço Proton mostra que cerca de 75% das empresas europeias cotadas em bolsa utilizam tecnologia de empresas norte-americanas, nomeadamente para correio eletrónico e serviços de computação em nuvem.

O estudo, que examinou mais de 9.600 empresas através dos seus domínios DNS, indica que países como Islândia, Noruega, Irlanda, Finlândia e Suécia dependem em mais de 90% das infraestruturas digitais dos EUA. Já na Bulgária, Roménia e Eslováquia, essa dependência é consideravelmente menor.

A investigação alerta que esta situação compromete a soberania digital da Europa e expõe os dados europeus a possíveis interferências externas e vigilância, especialmente sob legislações como a Lei CLOUD dos EUA, que permite às autoridades americanas acederem a dados armazenados fora do país.

Setores como banca, telecomunicações, energia e saúde estão entre os mais dependentes, com alguns países – como Espanha e Irlanda – a registarem utilização quase total de serviços norte-americanos nesses ramos.

Perante este cenário, países como a Dinamarca e os Países Baixos procuram alternativas europeias, enquanto especialistas alertam que eventuais restrições impostas por futuras administrações norte-americanas, como uma nova presidência de Donald Trump, poderão causar perturbações graves nos serviços públicos europeus.

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