Uma operação internacional liderada pelos Estados Unidos, com apoio da Europol, Alemanha e Canadá, desmantelou a infraestrutura de quatro grandes botnets responsáveis por infetar mais de três milhões de dispositivos em todo o mundo.
A ação, coordenada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, visou redes como AISURU, Kimwolf, JackSkid e Mossad, utilizadas para lançar ataques informáticos em larga escala.
A maioria dos dispositivos comprometidos eram equipamentos da chamada Internet das Coisas (IoT), incluindo routers Wi-Fi, câmaras e gravadores digitais, que foram usados para executar ataques DDoS contra sistemas e servidores globais.
As botnets chegaram a atingir níveis recorde de intensidade, com ataques superiores a 30 terabits por segundo. Os cibercriminosos exploravam ainda um modelo de “crime como serviço”, vendendo acesso às redes infetadas a outros atacantes.
A operação contou também com o apoio de várias empresas tecnológicas e integra a iniciativa PowerOff da Europol, dedicada ao combate ao cibercrime desde 2017.