A moeda única valorizou 13% desde o início de 2025 e superou, na passada quinta-feira, os 1,17 dólares, atingindo o valor mais alto em quase quatro anos. O euro beneficia de uma combinação de fatores económicos e políticos que reforçam o seu desempenho no mercado cambial.
Na Europa, o destaque vai para a nova política orçamental da Alemanha, que flexibilizou a regra do “travão da dívida” e criou um fundo de 500 mil milhões de euros para investimento em energia verde, digitalização e defesa.
Esta mudança deu sinais positivos aos mercados, ao mesmo tempo que o Banco Central Europeu mantém uma política prudente.
Nos Estados Unidos, o cenário é de maior instabilidade.
A economia mostrou sinais de abrandamento, e a confiança na Reserva Federal foi abalada por rumores de que Donald Trump poderá substituir o presidente do banco central antes do fim do seu mandato.
Esta incerteza está a enfraquecer o dólar, abrindo espaço para a valorização do euro.
Váriops especialistas apontam que o par euro/dólar poderá continuar a subir, com resistência técnica nos 1,18 e possibilidade de alcançar 1,20, dependendo da evolução da economia americana e dos próximos dados sobre emprego e inflação.