A União Europeia e a Jordânia realizaram esta semana a sua primeira cimeira bilateral, assinalando um marco histórico na relação entre as duas partes. A UE esteve representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, enquanto a Jordânia foi representada pelo rei Abdullah II.
Os líderes avaliaram a implementação da Parceria Estratégica e Abrangente UE–Jordânia, assinada há um ano, e definiram prioridades para o futuro, incluindo a realização de uma Conferência de Investimento UE–Jordânia de alto nível, prevista para abril de 2026. A cimeira reafirmou o compromisso europeu com a Jordânia enquanto parceiro estratégico fundamental para a estabilidade e prosperidade no Médio Oriente e na região do Mediterrâneo.
Desde a assinatura do acordo, foram alcançados progressos concretos nos cinco pilares da parceria, que incluem cooperação política e regional, segurança e defesa, resiliência económica e investimento, desenvolvimento do capital humano e apoio à migração e aos refugiados. A cooperação em matéria de segurança foi reforçada, nomeadamente com apoio europeu à gestão integrada das fronteiras.
No plano económico, a UE apoiou as reformas estruturais da Jordânia e aprovou, em 2025, um programa de assistência macrofinanceira no valor de 500 milhões de euros, estando prevista uma nova tranche de igual montante em 2026. Os fundos destinam-se, entre outros sectores, à transição verde, à água, à energia e à conectividade digital.
Para 2026, está prevista uma fase de intensificação da parceria, com o lançamento do primeiro diálogo UE–Jordânia sobre segurança e defesa, o reforço da cooperação em direitos humanos e a assinatura de projectos estruturantes, incluindo o sistema nacional de dessalinização e transporte de água entre Aqaba e Amã.