As projeções para 2030 mostram uma Europa globalmente mais rica, mas sem grandes revoluções na ordem dos países mais prósperos. O crescimento será generalizado, embora as posições relativas se mantenham bastante estáveis.
No topo do ranking, a Irlanda deverá assumir a liderança do PIB per capita, ultrapassando o Luxemburgo. No entanto, ambos os casos devem ser interpretados com cautela, já que são fortemente influenciados por fatores como a presença de multinacionais e estruturas financeiras que distorcem o valor económico “real” produzido internamente.
Logo abaixo, continuam a destacar-se economias pequenas, mas muito ricas e estáveis, como a Noruega, a Suíça e a Dinamarca, que mantêm posições consistentes entre as mais elevadas da Europa.
Nas grandes economias, a Alemanha segue como a mais forte da União Europeia em termos de rendimento per capita, seguida pela França e pelo Reino Unido. Mais abaixo neste grupo aparecem a Itália e a Espanha, que apesar de crescerem, continuam afastadas do topo europeu.
Na base da tabela permanecem sobretudo países da Europa de Leste e alguns candidatos à UE, que devem continuar a convergir lentamente, mas ainda com diferenças significativas face ao Ocidente europeu.
No essencial, o cenário aponta para continuidade: a Europa enriquece no conjunto, mas a distância entre o Norte/Oeste e o Leste mantém-se um traço estrutural do continente.